A conexão com o Espírito Santo – LC 3:21-22

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26 de fevereiro de 2017
A conexão com o Espírito Santo – LC 3:21-22

Nosso desafio comunitário em 2016 é nos conectarmos ao Senhor e à cidade. Para isso, precisamos estar certos de que esta conexão não se dará se não renovarmos nossa conexão ao Espírito Santo. Como ela, então, se efetiva? Jesus, em sua experiência do batismo, nos confere a resposta. Ele nasceu por obra do Espírito Santo (Lc 1:34-35), mas permaneceu em silêncio por três décadas, cumprindo uma agenda determinada pelo Pai. Contudo, chegado o momento de manifestar-se ao mundo como o enviado de deus, o Messias, o Deus encarnado, Ele abre mão da discrição e tem um reconhecimento público da sua identidade e da sua missão. Neste reconhecimento divino, temos os princípios que envolvem a nossa própria CONEXÃO COM O ESPÍRITO SANTO….

 

I – ENVOLVE ARREPENDIMENTO (v. 21 “E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus….”)

 

O povo atendeu o chamado de João ao batismo, mas não entendeu o significado radical que ele tinha – uma mudança ética comportamental a partir da mudança do coração (Lc 3:3-6). Seu batismo era um rito externo que pressupunha e simbolizava uma purificação interna. Vendo que a multidão se preocupava exclusivamente com o rito, ele trouxe uma palavra dura de exortação (Lc 3:7-8).

Jesus atendeu o chamado ao batismo e entendeu o seu significado. Segundo Mateus (Mt 3:13-15), vendo Jesus, JB teve resistência em batizá-LO pois entendia que Ele, sendo quem era, não precisava passar por um batismo de arrependimento. Jesus, porém, sabiamente, disse a JB: “deixa, por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça”. Jesus de fato não teve pecado, logo nunca precisou de arrependimento. Contudo, Ele estava na terra representando cada pecador: “aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5:21). Jesus trilhou em nosso lugar um caminho de justiça: recebendo um batismo de arrependimento, vivendo uma vida  sem nenhum pecado,  cumprindo todas as exigências lei de Deus,  passando pela morte na cruz que Ele também chamou de batismo (Lc 12:5), pagando nela a dívida de nossos pecados (Mt 20:28), ressuscitando para nos justificar (Rom 4:25-5:1, 8:1), bem como subindo aos céus para ser entronizado e nos mandar o Espírito.

Tendo passado pelo batismo de arrependimento Ele começou a pregar o arrependimento (Mc 1:14-15). Desce cedo, assim, fica claro que a caminhada no Espírito é uma caminhada de arrependimento: homens cheios do Espírito são homens cheios de arrependimento!

 

II – ENVOLVE ORAÇÃO (v. 21 “ e estando Ele a orar….”)

 

A oração que Jesus fez ao ser batizado não foi circunstancial, pois para Ele orar sempre foi prioridade (Lc 4:42; 5:15-16; 9:18; 9:28). Enquanto orava o Espírito veio sobre Ele. Assim, Jesus estava nos ensinando de forma concreta que o que toda a Escritura ensina: há uma relação direta entre Espírito Santo e oração…. (Lc 11:9-13; Lc 24:49, At 2:12-14, At 2:1-4).  Este é o grande desafio que foi  compreendido por um servo do passado: “Estou perfeitamente cônscio de que o indivíduo que não passar horas sozinho com Deus jamais experimentará o poder do Espírito Santo; o mundo precisa ser deixado para traz, até que somente Deus  ocupe a tela da nossa visão” (Oswald Smith, fundador da Igreja dos Povos, Toronto, Canadá).

 

III – ENVOLVE UM MOVIMENTO CELESTIAL (v. 21 “… o céu se abriu….”)

 

Quando o céu se abriu sobre Jesus o resultado foi a descida do Espírito Santo, evidenciando que Ele era o Messias, o Deus eterno encarnado. Esta mesma dinâmica vale para nós hoje. Homens não podem por si mesmos produzir a abertura dos céus porque o poder desta abertura foi confiado exclusivamente a Jesus. Jesus veio do céu, trouxe as palavras do céu, é o único caminho para chegar ao céu, também é o único que tem as chaves do céu e único que abre o céu e promove a descida do Espírito (Lc 24:49, At 2:12-14, At 2:1-4). A descida do Espírito Santo vem por meio de Jesus para aqueles que Nele crêm (Jo 7:37-39, At 2:32-33). Aqueles que buscam uma vida cheia do Espírito estão com seus olhares voltados para os céus crendo que de lá, soberanamente,  Jesus manda o Espírito

 

IV –ENVOLVE UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL (v. 22 “e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba”)

 

A descida do Espírito Santo sobre Jesus foi real, concreta, perceptível e visível, pois veio em forma de pomba, que na cultura judaica simboliza  carinho, docilidade e mansidão. Era usada nos sacrifícios com diferentes significados. O que importa, porém, para não é a forma como o Espírito desceu, mas a compreensão de que Ele realmente vem ao nosso encontro numa experiência pessoal, singular, particular e transformadora, que é renovada na marcha do tempo. Se assim é, cabe a cada um de nós ter uma postura de arrependimento, oração, foco “no céu” e, acima de tudo, fé (Gl 3:2-3, 13-14 “… para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”).

 

V – ENVOLVE A VALIDAÇÃO MISSIONÁRIA DO PAI (v. 22b “…e ouviu-se uma voz do céu: tú és o meu Filho amado, em ti me comprazo”)

 

A inaugurar Seu ministério Jesus, além do testemunho do Espírito Santo, recebeu uma extraordinária validação do Pai:  verbal, celestial, amorosa e missional…. Logo após seu batismo, Jesus ficou cheio do Espírito e foi guiado pelo Espírito ao deserto (Lc 4:1-13). Vencida a tentação diz o Evangelho que Ele iniciou  Seu ministério no “poder do Espírito” (Lc 4:14-15).  O resultado deste poder foi extraordinário (Lc 4:22, 32; 5:17, 26; 7:16; 7:22; 9:42-43).

A experiência de Jesus, assim, nos evidencia que o Espírito não é oferecido para que tenhamos algum prazer ou êxtase espiritual, ainda que isto possa acontecer. Ela vem para nos capacitar para missão. O Pai tem um propósito missionário específico para cada um de nós e nós, como filhos amados Dele em Jesus, recebemos por meio do Espírito unção, capacitação, poder, autoridade e ousadia para cumprir este propósito. Ex.: meu chamado ministerial….

 

CONCLUSÃO

 

JB deixou claro que ele não era o Cristo e que a obra do Espírito se plenificaria no Cristo (Lc 3:15-16). Ao passar pela descida do Espírito Santo que envolveu: arrependimento, oração, abertura das portas celestiais, experiência pessoal e validação missionária, Jesus nos ensinou que este é também o caminho para uma vida plena do Espírito. Na verdade, Ele é o caminho para o Espírito Santo:  Esta é a grande mensagem das Escrituras – tudo o que nós precisamos  do Espírito Santo está em Jesus (Ef 1:3; II Co 1:20).

A fé em Jesus nos possibilitou a benção da morada do Espírito (Rom 8:9 “vós, porém, não estais  na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”). Temos o Espírito residente, mas a Palavra nos convida para tê-lo como presidente. É para esta autoridade do Espírito que nossa vida precisa caminhar. Precisamos de muitas coisas, mas, sem dúvida, nossa maior necessidade é uma poderosa transformação do Espírito Santo! Que Ele faça isso, por Jesus, em nós, é a minha oração constante! Que Ele nos dê uma genuína CONEXÃO COM O ESPÍRITO SANTO!

 

JAIR FRANCISCO MACEDO

PREGADO EM 19.06.2016

 

 

** DESEJANDO CONHECER OUTRAS MENSAGENS DE OUTRAS SÉRIES ACESSE “MENSAGENS/SÉRIES DE SERMÕES”

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