Perseverando na Visão – IS 54

25 de fevereiro de 2018
Perseverando na Visão – IS 54

Acompanhemos Isaías,  o profeta urbano, radicado na corte, marcado pela expectativa messiânica (cap. 53), intérprete da caminhada israelita, à qual trouxe 700 anos A;C uma mensagem que continua sendo relevante. A pergunta é: para que existe a Igreja Presbiteriana Pedra Viva? Para que nós existimos?

I – PERSEVERANDO NA  VISÃO PELA GERAÇÃO DE FILHOS (v. 1)

  1. O casamento do VT
    A Bíblia está dividida em duas partes: Velho Testamento e Novo Testamento, Velha Aliança e Nova Aliança, Velho Casamento e Novo Casamento. O VT narra o casamento de Deus com a nação israelita (v. 5 “Porque o teu Criador é o teu marido, o Senhor dos Exércitos é o seu nome….”). Como ocorre com muitos casamentos, este casamento começou bem, mas depois, por causa da infidelidade de Israel a Deus, foi perdendo sua vitalidade, resultando na ida de Israel para o exílio, onde ele  perdeu sua alegria, sua paz, seu propósito, sua liberdade e a sua fertilidade. Espiritualmente Israel perdera a capacidade de conceber e gerar filhos, tornara-se estéril, não sabia mais o que era a dor do parto, logo, não tinha mais a incomparável alegria de gerar filhos. Mas por causa do sofrimento do Messias (Is 53), haveria uma libertação do exílio, do pecado e da esterilidade: canto, alegria, exultação, exclamação, dor de parto, filhos sem medida, um novo tempo viria!
  2. O casamento no NT
    Segundo o NT, há agora uma nova aliança, um novo casamento: ao crer  em Cristo fomos colocados na igreja, à qual é esposa de Cristo (Ef 5:22-33). Assim como Deus  prometeu a Israel que trocaria a esterilidade pela fertilidade, Ele em Cristo quer nos conduzir para uma crescente fertilidade espiritual. Ser gerado em Cristo foi a maior alegria que experimentamos (Lc 10:20) e o propósito de Deus é que muitos outros experimentem esta mesma alegria através do nosso testemunho. A grande contrapartida da geração de filhos é gerar outros filhos (I Co 4:15-16 “…. Eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus; admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores”).
  3. Desafio: como está sua relação com Deus? Até que ponto sua relação com Ele tem sido marcada por uma fidelidade? Qual é o seu real compromisso com a geração de filhos espirituais? Quais são as pessoas que  você está se relacionando para levá-las a  nascerem em Cristo?

II – PERSEVERANDO NA VISÃO PELA CRIAÇÃO DE  FILHOS (v. 2-3)

  1. Filhos precisam de “tendas” = habitação (v. 2)  = casas = “grupos” – “tenda” é símbolo de relacionamentos comunitários efetivos, transformadores e expansionistas.
  2. As “tendas” precisam de sustentação (v. 2) – a sustentação dos filhos espirituais recém nascidos é a “Palavra” (I Pd 2:2). Criar filhos na Palavra envolve sofrimento (Gl 4:20 cp c/ 1:6-9). Os filhos recém nascidos devem ser acompanhados individualmente pelo discipulado e coletivamente pelos pequenos grupos, sendo pastoreados pelos líderes de cada “tenda”….
  3. A sustentação bíblica gerará uma presença impactante na cidade (v. 3) – queremos ser uma igreja que povoe a cidade assolada pela injustiça, imoralidade, violência, má distribuição de renda, arroxo salarial, precariedade dos serviços públicos e miséria… através dos pequenos grupos….

III – PERSEVERANDO NA VISÃO PELA TRANSFORMAÇÃO DE FILHOS

  1. Transformação pela superação do medo do futuro (v. 4a) – solidão, fracasso econômico, enfermidade, verdade, morte…., qualquer que seja o medo futuro ele precisa ser positivamente enfrentado! “No novo tempo, apesar dos fracassos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos perigos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos castigos, estamos mais vivos pra sobreviver” (Ivan Lins/Vítor Martins).
  2. Transformação pela recuperação do medo do passado (v. 4b) – olhar para traz, como fez a mulher de Ló, nos leva à imobilidade do fracasso; “sou dos que crêm e, por isso mesmo, tenho que decidir hoje fazer o meu amanhã mais diferente, mais próximo dos meus sonhos… Porque eu creio no amanhã, caminho com determinação, sabendo que os momentos mais escuros da noite são exatamente aqueles que prenunciam a alvorada” (Elias Abraão, pastor presbiteriano, deputado).
  3. Transformação seguindo o caminho bíblico de superação: Deus  (v. 5, 6, 9, 10)
    • Precisamos redescobrir o caráter de Deus (v.5): Criador, Marido, Senhor, Santo, Redentor, Deus das nações – tratar “Deus como Deus” é o único caminho da vitória….
    • Precisamos redescobrir as ações de Deus – Ele chama imeritoriamente (v. 6), disciplina propositalmente (v. 7-8), age fielmente (v. 9-10 com base numa aliança de provisão e de paz).

CONCLUSÃO

Como igreja somos colocados por Deus diante de três desafios: geração de filhos – pessoal; criação de filhos – coletivo; superação – divino. Ao mesmo tempo Ele nos promete: relevância ministerial (v. 11-12); relevância familiar (v. 13); relevância relacional (v. 14-17). Que Ele faça da Pedra Viva uma igreja fundamentada neste valores!

25Pr Jair Francisco Macedo
Sermão pregado em 25/02/2018

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