Salvação já – JO 3:16-21

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6 de novembro de 2016
Salvação já – JO 3:16-21

Com mais de 100 milhões de votos, há alguns anos atrás,  o “Cristo Redentor”, de 38 metros de altura, situado no Corcovado, Rio, a 709 m. acima do nível do mar, inaugurado em 12.10.1931, feito de pedra-sabão, foi escolhido como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Mas o que adianta reconhecer uma estátua de pedra sabão do Cristo Redentor como uma maravilha do mundo moderno, sem contudo reconhecer o Senhor Jesus como a maior, a mais singular, a inigualável maravilha de toda a história? Juízes 13:18  – Manoá –  “pq me perguntas assim pelo meu nome que é maravilhoso?” O que adianta maravilhar-se com a estátua do Cristo Redentor sem contudo experimentar a maravilha da redenção em Cristo?  Como podemos vivenciar a SALVAÇÃO JÁ?

 

I – A BASE DA SALVAÇÃO: O AMOR DE DEUS PAI (v. 16 “Porque Deus amou……”)

João descreve o amor de Deus como:

* Abrangente (“Deus amou o mundo”) – Ele abraça pessoas de todos os continentes, culturas,  raças, nações e tribos;

* Singular (“de tal maneira”) – sua intensidade não encontra parâmetro no amor humano;

* Sacrificial (“que deu”) – o amor de Deus, verbalizado em palavras  e promessas ao longo de todas as Escrituras do VT, foi traduzido no NT de forma plena, cabal, definitiva e irrefutável na “doação”;

* Cristocêntrico (“o seu filho  unigênito”) – seu amor está inteiramente centrado em Cristo, que não foi apenas enviado ao mundo (encarnação), mas também foi oferecido para morrer pelo mundo (paixão);

* Salvador (“para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”) – seu amor manifesta-se em todas as facetas da vida humana, mas seu grande objetivo foi, é  e continuará sendo proporcionar uma genuína e definitiva salvação a quem crê, ou seja, uma vida eterna definitiva.

Tudo que João diz na sequência é uma explicação do que ele registrou neste verso 16…..

 

II – O MEDIADOR DA SALVAÇÃO: JESUS CRISTO (v. 17 “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”)

A salvação é resultado um plano eterno estabelecido pelo Pai e concretizado por Jesus. Qual a Sua identidade? Ele é  o “filho unigênito” (v. 16, 18) – segundo Max Lucado, (“3:16”, pgs 42-43, Thomas Nelson Brasil”) “unigênito” é “monogenes”, um adjetivo composto de “monos” = “único” e “genes”= “espécie, raça, família, descendência, tipo”. João usou esta expressão outras vezes sempre destacando a relação de Jesus com Deus (1:14; 1:18; I Jo 4:9); isto significa que embora Deus seja, no sentido mais amplo, o Pai de toda a humanidade, só Jesus é o Seu filho “monogenético”, apenas Ele tem o DNA de Deus.

Qual a Sua missão? ++ Ele é um “enviado de Deus” (v. 17, 5:30, 6:57, 13:20, 17:8, 18, 21, 20:21) – isto significa dizer que:  Ele é Deus (Jo 20:30-31), possuidor de toda a autoridade nos céus e na terra; ++ Ele é o único “salvador do mundo” ( v. 17) –  os samaritanos, ao receberem o testemunho de uma mulher sobre Jesus, concluíram sabiamente “este é verdadeiramente o salvador do mundo” (4:42); Jesus tinha consciência plena desta sua missão salvadora (5:33-34; 10:9, 14:6); Ele não é um “julgador” mas um “salvador” do mundo (v. 17, 12:47).

 

III – A EXPERIÊNCIA  DA SALVAÇÃO: FÉ (v. 18 “Quem nele crê não é julgado….”)

Salvação não é uma utopia religiosa  mas uma realidade para ser experimentada. Para que isto aconteça não basta saber que, conforme acabamos de compartilhar,  a “base da salvação” é o amor do Pai e a “mediação da salvação” está em Jesus, faz-se necessário apropriar-se dela de maneira única e definitiva. Pensando, assim, nesta sua efetiva concretização, podemos afirmar que a salvação:

* É pessoal (v. 18 “quem…..”, v. 16 “… todo o que……”,  6:37, 40, 45, 8:34, 11:26, 12:46) – a busca da salvação é pessoal, intransferível, urgente, única e não pode ser terceirizada….

* É exclusivamente pela fé em Jesus (v. 18 “… nele crê…”, v. 16 “… para que todo o que nele crê…”) – a salvação não é resultado de um esforço ou conquista humana, é um presente dado àquele que crê (Ex. Jo 3:14-15; 6:29);

* É aplicada agora (v. 18 “… não é julgado…”, v. 16 “…. tenha a vida eterna”) – a salvação não é uma hipótese incerta para o futuro, mas uma certeza imutável para o presente e que se plenificará no futuro (Ex.: ladrão na cruz – Lc 23:29-43 – e I Jo 5:13);

* Tem uma garantia plena fornecida por Jesus (v. 16b “… tenha a vida eterna”, 18 “quem nele crê não é julgado”, Jo 10:27-29 “As minhas ovelhas… eu lhes dou a vida eterna, jamais perecerão, e ninguém as arrebatará das minhas mãos…..”). Nos últimos dias de vida Martinho Lutero, o grande reformador, foram vividos numa cama onde enfrentou dores intensas na cabeça. Ao lhe oferecerem um medicamento para aliviar o sofrimento ele recusou e declarou seguramente: “minha melhor prescrição para a cabeça e para o coração é que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

 

IV – O PRESSUPOSTO DA SALVAÇÃO: A CONDENAÇÃO (v. 18 “… o que não crê já está julgado…”)

* O fato de haver salvação pressupõe que haja condenação – (v. 18 “…o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”, v. 16 “…. não pereça…”) – assim como a crença em Jesus leva à salvação, a descrença em Jesus leva à condenação. Ele não oferecerá em algum momento da história uma anistia ampla, geral e irrestrita, livrando todos os que Nele não creram da condenação. Assim como a vida é eterna, o inferno é eterno. O Professor escocês James Denney afirma que os que rejeitam a Jesus “atravessam uma noite em que não há amanhecer”.    C.S. Lewis falava do inferno como um lugar de portas trancadas por dentro e que jamais serão abertas para aqueles que lá estão.

* O referencial de julgamento é “Jesus” = “luz” (v. 19 “O julgamento é este: que a luz……”)

Aqui há um contraste entre a luz e as trevas.  Por meio deste contraste, João vai explicar um pouco mais como funciona este julgamento. Ele que já se referira a Jesus como “luz” (1:4, 5, 8-9), reafirma a mesma visão de que Jesus é  uma luz:

++ Acessível  e reveladora (v. 19 “… a luz veio ao mundo ” ) – a luz,  que no passado estava com Deus passou a estar entre os homens (Jo 1:1, 14), revelando aos homens seu estado de “trevas” = “pecado” (Rom 3:23) ;

++ Que  precisa ser escolhida (v. 19 “…. e os homens amaram mais as trevas do que a luz….” ) – Jesus é a luz que revela quem nós somos (pecadores em “trevas”) e quem nós podemos ser (pecadores  na “luz” = “perdoados, salvos, livres de condenação”); mas para que Sua luz se manifeste em nossas trevas, nós precisamos “recebê-Lo” (Jo 1:12) = “amá-Lo”, porém os homens preferiram rejeitá-Lo.

++ Que evidencia a malignidade das obras humanas (v. 19 “… porque as suas obras eram más…”, v. 20 ) – o que são estas “obras más” do v. 19b que levam à condenação? A resposta está no v. 20 – são as obras de “todo aquele” que “aborrece a luz”, “não se chega para a luz” , ou seja, rejeita Jesus, porque não quer ser “arguído” por Ele. Então, “obras más” que resultam em  condenação significam, essencialmente, a rejeição de Jesus. Esta interpretação é confirmada em Jo 6:28-29: a obra de Deus é crer, quem crer está salvo, quem não crer está condenado.

CONCLUSÃO (v. 21 “…. pratica a verdade… aproxima-se da luz…. obras… feitas em Deus”)

O texto deixa claro que Jesus é o único salvador e que ela se dá pela fé. Que sinais evidenciam que esta fé é genuína? Este verso 21 responde….

  1. Prática da verdade = Jesus (Jo 14:6)
  2. Comunhão íntima com a luz = Jesus (Jo 14:7-9)
  3. Obras feitas em Deus = Jesus (Jo 14:12)

Max Lucado, em seu precioso livro “3:16”, um extraordinária mensagem baseada neste versículo, conta a história de Jorge Matheson, um homem que aprendeu a depender do amor de Deus revelado em Jesus. “Ele era apenas um adolescente quando os médicos lhe disseram que ficaria cego. Para não ser rejeitado, ele continuou seus estudos, formando-se na Universidade de Glasgow, em 1861, aos 19 anos. Quando concluiu o Seminário estava cego. Sua noiva devolveu o anel de noivado com um bilhete: não consigo ver meu caminho com clareza para atravessar a vida presa, pelos laços do casamento, a um homem cego.

Matheson nunca se casou. Adaptou-se ao seu mundo cego, mas nunca se recuperou do coração partido. Tornou-se um pastor poderoso e poético, levou uma vida plena e inspiradora. Contudo, de vez em quando, a dor de seu afeto não correspondido reaparecia, como aconteceu décadas depois, no casamento de sua irmã. A cerimônia trouxe de volta lembranças do amor que  ele havia perdido. Em resposta, ele se voltou para o amor inesgotável de Deus em busca de consolo e escreveu estas palavras em 6 de junho de 1882: Ó amor que jamais me deixará, descanso em ti minha alma aflita; devolvo-te a vida que é tua, para que, nas profundezas de teu oceano, seu fluxo possa ser mais rico e mais pleno.  Deus não irá deixa-lo. Ele está algemado a você com amor. E Ele tem a única chave. Você não precisa conquistar o amor de Deus. Você já o tem. E, uma vez que não pode conquista-lo, você não pode perde-lo”;

Pr. Jair Francisco Macedo – PREGADO EM 06.11.2016

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